Estamos só começando...

------------------------------- Críticas, comentários e o que surge na internet você vê aqui! - Siga: twitter.com/_digosilveira -------------------------

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dan Brown fica devendo em O Símbolo Perdido.

Oi gente, no início do ano passei minhas férias em Sampa, depois de uma bateria de vestibulares e graças a Deus uma aprovação, fui tirar umas férias por que ninguém é de ferro. No shopping, como de costume, fui parar na primeira livraria que encontrei, saí de lá com dois livros, e um deles foi "O Símbolo Perdido"(The Lost Symbol) de Dan Brawn. O livro que havia sido lançado em novembro do ano passado foi aguardado por milhões de pessoas, e por mim também, todos queriam ler a próxima aventura de Robert Langdon, e queriam se surpreender. 
Há três meses li o livro, e não é ruim, Brown tece uma narrativa envolvente, com muita ação, mas infelizmente em muitas partes, o autor enrola o leitor. Depois do Vaticano(Anjos e Demônios) e Paris(O Código da Vinci), é a vez de Washignton, a capital dos Estados Unidos ser o novo cenário de seu  thriller de sucesso. 
Robert Langdon é chamado por seu amigo Peter Solomom para dar uma palestra na cidade, chegando na capital americana, Robert percebe que está prestes a participar de mais uma caçada frenética, uma mão decepada aponta para o teto do Capitólio, esta mão é de Peter Solomom e nela está presente o anel maçônico com o Grau 33 inscrito nele, a mão de Peter também está cheia de símbolos tatuados, Robert reconhece que esta é a Mão dos Mistérios, ou seja, é um convite para que ele participe de uma cerimônia, no caso de Robert o início de uma longa caçada para decifrar os mistérios propostos pelo vilão e encontrar o seu amigo. Desta vez o vilão é Mal'akh, na minha opinião o mais "tosco" e sanguinário criado pelo autor das aventuras de Robert. Se antes a Igreja Católica e o Cristianismo eram o pano de fundo das histórias, a Maçonaria passa a ser parte fundamental da narrativa. A impressão que se tem porém , é que Dan Brown não quis nos contar tudo a respeito desta entidade, e se com a Igreja Católica e com o Cristianismo ele foi crítico ferrenho em suas obras, com a Maçonaria ele é um "doce de pessoa". Para quem não sabe Washington é rica em símbolos maçônicos na sua arquitetura, e são através de mitos e histórias envolvendo essa antiga organização, que Brown conta a história de Robert Langdon que desta vez tem como acompanhante Katherine, irmã de Peter. Ciência Noética, a Pirâmide Maçônica, a CIA,os Antigos Mistérios, Portais Místicos são alguns dos elementos abordados na trama. 
O Símbolo Perdido não é uma leitura ruim, ao contrário, é elaborada e instigante para quem gosta de elementos históricos, o que se deixou a desejar é que a cada volume esperamos que o autor supere o outro, como aconteceu com "Anjos e Demônios" e o "Código da Vinci" que é o meu favorito, pena não dizer o mesmo de O Símbolo Perdido. E aguardemos a adaptação cinematográfica.

2 comentários:

  1. fiquei muito feliz com a forma positiva que ele mostrou a maçonaria!
    uma Ordem milenar que durante séculos sofreu algumas perseguições por aceitar em suas fileiras membros das mais variadas condições sociais, filosóficas e políticas.
    Que muita coisa ficou de fora é evidente, mas nada que assuste os macule uma história tão antiga.
    Tô louco pra assistir os próximos filmes da franquia também, excelente texto.

    ResponderExcluir
  2. Vlw Lucas, obrigado, é sempre bom ter várias opiniões por aqui!

    ResponderExcluir